Olímpicos

Notícias, comentários e bastidores de todos os esportes

 -

Editado pelos repórteres Marcel Merguizo e Paulo Roberto Conde, o blog trata dos resultados esportivos e acompanha a preparação dos atletas para os Jogos do Rio de 2016.

Perfil completo

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade

“Se falar que não tô nem aí, não é verdade”, diz chefona da Rio-2016 sobre prazos

Por blogolimpicos

A maior quantidade de obras para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio de Janeiro é tocada pela Empresa Olímpica Municipal.

A EOM, como ela é conhecida, é um braço criado pela prefeitura cujo objetivo inicial era coordenar os múltiplos trabalhos para deixar a capital fluminense pronta a tempo do megaevento.

Mas a incumbência da EOM disparou vertiginosamente desde sua criação, há quase três anos. O órgão atualmente é responsável por tocar as principais obras dos Jogos, como o Parque Olímpico e o Complexo Esportivo de Deodoro, além de outras inovações de transporte.

No comando da empreitada está Maria Silvia Bastos Marques, que no passado foi presidente da Companhia Siderúrgica Nacional. Desde agosto de 2011 à frente da EOM, a executiva é, digamos, a chefona da Olimpíada.

Em entrevista exclusiva ao blog, ela admite que o tamanho da tarefa pela frente a deixa preocupada. “Se eu falar que não tô nem aí, não é verdade. Estamos. Mas é um processo que tem muito planejamento, muito apoio do COI (Comitê Olímpico Internacional), que tem consultores com muita experiência”, disse.

Confira os principais trechos, a mil dias da Olimpíada do Rio:

MUDANÇAS DE PLANO NO PARQUE OLÍMPICO
“O Brasil nunca fez uma Olimpíada antes, e as coisas vão acontecendo. A ideia era que a EOM fosse uma coordenadora de projetos, porque a prefeitura tem seus órgãos e secretarias. Mas logo depois da minha vinda a prefeitura assumiu o Parque Olímpico. O projeto está indo muito bem, mas não vou minimizar a complexidade dele, mesmo com o fato de ele ter um tamanho que é metade do das Olimpíadas de Londres.”

CONCENTRAÇÃO DE OBRAS NAS MÃOS DA EOM
“Não é um problema. Esse protagonismo da cidade é natural. O Rio tem esse protagonismo, diferentemente do Reino Unido, cujo poder central é quem tem as grandes incumbências. Lá a grande missão era construir o Parque Olímpico, e aqui no Rio isso é só umas das obras. Lá na Inglaterra era muito mais simples do que foi feito aqui.”

DEMORA PARA DIVULGAÇÃO DO ORÇAMENTO DA RIO-2016
“A demora se deve a tudo um pouco. São muitas esferas, muitos projetos, e é a primeira vez que fazemos Olimpíada, ao contrário de Londres, que fez a terceira. Uma hora isso será cristalizado e será divulgado. Ainda estamos identificando algumas lacunas, porque há muitos detalhes. No primeiro trimestre do ano que vem, teremos o valor fechado do Parque Olímpico, mas ainda não há esse número mágico que soma tudo.”

CRONOGRAMA
“Tem muita coisa para fazer, o que é natural. A prioridade eram as obras de prazos mais longos. Mas agora vamos entrar na parte mais soft, de planos operacionais e serviços. Obviamente, somos pessoas responsáveis e estamos preocupadas, e é natural que a gente fique. Se eu falar que não tô nem aí, não é verdade. Estamos. Mas é um processo que tem muito planejamento, muito apoio do COI (Comitê Olímpico Internacional), que tem consultores com muita experiência. A coisa está encaminhada, sabemos cada passo que vamos dar.”

TRANSPORTE
“Não estamos fazendo obras de transporte só para a Olimpíada, é para a cidade. Porque posso interditar ruas, criar faixa exclusiva. Aí tudo funciona durante os Jogos. Mas e depois? A cidade não era integrada, agora é, vai ser. Problemas vão acontecer em qualquer Olimpíada. O importante é ter contingência, plano B. Nosso foco não são os Jogos, mas sim a cidade.”

Blogs da Folha