Cielo, ginástica e futebol lideram preferências olímpicas de brasileiros

Por Marcel Merguizo
Cesar Cielo comemora ouro nos 100 m livre no Mundial de Doha-2014 (Osama Faisal/AP)
Cesar Cielo comemora ouro nos 100 m livre no Mundial de Doha-2014 (Osama Faisal/AP)

Entre os homens e as mulheres, o atleta olímpico brasileiro favorito é o nadador Cesar Cielo. Questionados sobre a modalidade preferida, eles gostam mais de futebol; elas, de ginástica artística.

Este é apenas um fragmento da pesquisa sobre os Jogos Olímpicos do Rio-2016 realizada pela Octagon, empresa multinacional de consultoria esportiva, de entretenimento e marketing, com 1.000 entrevistados (51% homens e 49% mulheres) em todo o território nacional neste ano.

Ainda sobre os preferidos, uma curiosidade: nenhum outro atleta olímpico em atividade acompanha Cielo.

Depois do campeão olímpico dos 50 m livre (Pequim-2008), a ala masculina lembrou do ex-jogador de basquete Oscar, em segundo, e do técnico da seleção masculina de vôlei, Bernardinho, em terceiro. As respostas femininas foram as mesmas para o primeiro e terceiro colocados, mas o ex-jogador de vôlei Giba aparece em segundo para elas.

O vôlei também é o segundo esporte para elas e o terceiro para eles. Já o futebol, líder entre os homens, é a terceira modalidade na preferência das mulheres, que gostam mais de ginástica e, em terceiro, vôlei. Eles colocam o atletismo na segunda posição.

Além destes dados, a pesquisa da Octagon (que também é aplicada em outros 18 países) mostra que o brasileiro tem a percepção de que “sediar os Jogos Olímpicos é importante para a imagem do Rio” (77% concordam com esta afirmação) mas este otimismo cai quando perguntado se “o Brasil irá realizar excelentes Jogos Olímpicos, dentro do prazo e do orçamento” (65% concordam).

A pesquisa também mostra que a maioria dos “aficcionados” (62%) tem entre 16 e 34 anos enquanto a maior parte dos “espectadores individuais” (64%) tem mais de 35 anos. Entre estes “aficcionados”, aliás, 89% diz usar uma segunda tela para acompanhar os jogos. Este número cai para 64% quando se trata dos espectadores individuais.

Segundo a Octagon, em comparação com pesquisa feita há cinco anos, antes de Londres-2012, o fã brasileiro falava em “socialização”, “amor ao jogo” e “senso de pertencimento” a um grupo. Agora, às vésperas da Rio-2016, as respostas mudaram bastante para os dois principais fatores, que foram “consumo do evento” e “afinidade com atletas”.

Ou seja, os fãs agora buscam se envolver com os Jogos e acompanhar seus ídolos de perto. Um fator chamado  “devoção ao time”, neste caso o Time Brasil, não é tão forte no país em comparação a outros países como os EUA, China e Canadá, onde os fãs estão extremamente focados no quadro de medalhas e nos resultados, diz a empresa.

A ginástica, do campeão olímpico Arthur Zanetti, é a modalidade preferida entre as mulheres em pesquisa (Danilo Verpa/Folhapress)
A ginástica artística, do campeão olímpico Arthur Zanetti, é a modalidade preferida entre as mulheres em pesquisa (Danilo Verpa/Folhapress)